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1-Artigos
de Menotti del Picchia publicados em 'A Gazeta' nas edições de
27/12/1950, 27/01/1961 e 25/02/1966 nos quais o ilustre articulista fez
referências à chegada de Tarsila de Paris em 1922 e seu encontro com os
modernistas:
"…foi Anita Malfatti quem me apresentou a artista numa confeitaria elegante
onde tomávamos chá…-Esta é Tarsila, paulista, pintora e vem de Paris.
Pintora ? Tinha eu na frente uma das criaturas mais belas, mais harmoniosas
e mais elegantes que me fora dado ver…É claro que todos se apaixonaram
por Tarsila…".
2-Trechos
de artigo escrito por Tarsila e suas recordações de Paris:
"...Paris de 1923! As recordações fervilham, amontoam-se, atropelam-se…Meu
ateliê da Rua Hégésippe Moreau, que Paulo Prado descobrira ter sido habitado
por Cézane, foi frequentado por importantes personagens. Aos almoços tipicamente
brasileiros, às vezes compareciam Cocteau, Erik Satie, Valéry Larbaud,
Jules Romains, Giradoux, Brancusi, Amboise Vollard. Entre os brasileiros,
Villa-Lobos, Paulo Prado, dona Olívia Guedes Penteado, Souza Lima, Oswald
de Andrade, Sérgio Milliet, Di Cavalcanti…".
3-Artigo
de Álvaro Moreira em 'Para Todos', edição de 22/07/1928:
"Ela foi o presente mais bonito que Papai Noel botou nos sapatos pobres
da pintura brasileira. Desde aquela manhã a pintura brasileira teve uma
sorte boa e a gente se esqueceu das coisas feias que tinha visto para
ver os quadros de Tarsila como as cores da infância, um cor de rosa que
nem as rosas tem, um azul que não é dos céus nem dos rios nem da distância.
Cor de rosa de Tarsila. Azul de Tarsila. Sem iguais no mundo".
4-Mário
de Andrade, em 21/12/1927:
"Tarsila é um dos temperamentos mais fortes que os modernos revelaram
pro Brasil. Afeita às correntes mais em voga da pintura universal, ela
conseguiu uma solução absolutamente pessoal que chamou a atenção dos mandões
da pintura moderna parisiense. Provinda de família tradicional, se sentindo
muito a gosto dentro da história da nossa pintura ela foi a primeira que
conseguiu realizar uma obra de realidade nacional…".
5-Do
crítico de arte português Antonio Ferro, sobre a exposição de Tarsila
em Paris, em 1926:
"Tarsila do Amaral inaugurou, há pouco, em Paris, a sua exposição. Era
fácil de prever o acontecimento. Blaise Cendrars, que não quer outra ilustradora
para os seus livros, Jean Cocteau, Valéry Larbaud, Rosemberg, Raynal e
tantos outros, obrigaram a França a olhar para Tarsila. A França, por
sua vez, obrigará o Brasil a consagrar esta grande pintora. Será, de resto,
um gesto de gratidão…".
6-Poema
'Atelier, de Oswald de Andrade para Tarsila, publicado em 'Pau
Brasil', em 1925:
"Caipirinha vestida por Poiret
A preguiça paulista reside nos teus olhos
Que não viram Paris nem Piccadilly
Nem as exclamações dos homens
Em Sevilha
À tua passagem entre brincos
Locomotivas e bichos nacionais
Geometrizam as atmosferas nítidas
Congonhas descora sobre o pálio
Das procissões de Minas
A verdura no azul klaxon
Cortada
Sobre a poeira vermelha
Arranha-céus
Fordes
Viadutos
Um cheiro de café
No silêncio emoldurado"
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